Antes de responder esta pergunta é preciso entender como funciona a matriz energética brasileira.


A energia elétrica é produzida em grandes Centrais Geradoras (em sua maioria hidrelétricas), que ficam distantes dos centros de consumo. Nas Subestações de Energia, ela é transformada em Alta Tensão para percorrer essas grandes distâncias por meio das Linhas de Transmissão, a fim de chegar próximo ao centro de consumo.


A energia elétrica é produzida em grandes Centrais Geradoras


De acordo com o Greenpeace, as energias renováveis, como a eólica e a solar fotovoltaica, são consideradas as principais soluções para a mitigação de gases de efeito estufa no mundo.

, afirmou Marina Melchior

Nas Subestações de Distribuição que ficam próximas às cidades, a energia é transformada em média e baixa tensão e, por meio das Linhas de Distribuição, chega aos consumidores finais nos padrões ideais de consumo.

Os consumidores finais serão atendidos em diferentes níveis de tensão e número de fases, de acordo com sua carga instalada. Para cargas de até 75 kW, serão atendimentos em baixa tensão, classificadas como grupo B e poderão ser monofásicas, bifásicas ou trifásicas. Cargas acima de 75 kW são trifásicas e atendidas em média tensão, classificadas como grupo A, além de possuírem sistema de tarifação diferenciada que inclui a contratação de demanda.

De acordo com o MEE - Ministério de Minas e Energia -, no Brasil, 68% da matriz energética é proveniente de fonte hídrica, que utiliza o potencial energético da água para movimentar turbinas, as quais estão conectadas a geradores que irão transformar essa energia mecânica em elétrica. Essa fonte de energia, apesar de ser renovável, enfrenta dois grandes obstáculos:

  • os novos aproveitamentos hidrelétricos estão na região norte, principalmente na região da Amazônia, limitando a sua capacidade de expansão, seja pelos impactos ambientais ou pela distância dos centros de carga;
  • a geração de energia distante dos centros de carga demanda altos investimentos na construção de longas Linhas de Transmissão, o que reduz a confiabilidade da matriz por conta da vulnerabilidade desse sistema, além de resultar em grandes perdas elétricas: 17% de tudo que produzimos é perdido.
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    Nesse cenário, surge a opção pela Geração Distribuída, ou seja, uma central de geração pequena o suficiente para estar conectada à rede de distribuição e próxima ao consumidor.

    O principal ponto da Geração Distribuída é a figura do consumidor-produtor, pois a energia passa agora a ser produzida no ponto onde ela é consumida; mais especificamente, no telhado da sua casa ou comércio. Há uma descentralização da produção de energia e uma otimização energética, além de incentivar a utilização de fontes renováveis de energia.

    Sustentabilidade

    O conceito de sustentabilidade promove que a exploração de áreas ou uso de recursos planetários, sejam eles naturais ou não, seja feita de forma a prejudicar o mínimo possível o equilíbrio entre o meio ambiente, as comunidades humanas e toda a biosfera que dele depende para existir.

    A utilização da Geração Distribuída com fontes renováveis está em total sintonia com esse conceito, principalmente por reduzir os impactos ambientais que as fontes de geração centralizada ocasionam com a construção de grandes reservatórios e longas linhas transmissão que atravessam o país.

    De acordo com o Greenpeace, as energias renováveis, como a eólica e a solar fotovoltaica, são consideradas as principais soluções para a mitigação de gases de efeito estufa no mundo.

    A produção de energia solar não produz quaisquer resíduos e não emite gases de efeito estufa. Ao longo de toda sua vida útil, a cada 1 kW instalado será evitada:


    A utilização da Geração Distribuída com fontes renováveis


    Assim, o consumidor que investir na instalação de energia solar fotovoltaica vai contribuir para a redução de investimentos em centrais geradoras e para um futuro mais sustentável para o planeta.

    Fontes da Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, mostram que o país já possui até fevereiro de 2018 um total de 24.467 unidades consumidoras com micro ou minigeração de energia, onde a energia solar fotovoltaica representa 99% dos sistemas instalados. E o mesmo órgão divulgou uma projeção de 886,7 mil unidades consumidoras gerando energia em 2024, totalizando uma potência instalada de aproximadamente 3,2 GW.

    #vempraINCASOLAR

    Marina Melchior
    Engenheira Eletricista
    Co-Fundadora da INCA SOLAR